Thursday, December 17, 2009


Ontem assustei-me com o tremor de terra, até porque me apanhou precisamente no momento em que estava a começar a adormecer. Liguei a TSF, a tvi 24 e o twitter e adorei o resultado: o twitter destronou de vez os nossos media!! Foi no twitter que me informei e me acalmei... e acho que é para isto que ele realmente serve. :))

Wednesday, December 16, 2009

TOP 10 2009

1 mudar-me para Lisboa, definitivamente a minha cidade luz
2 descobrir que oprimir, esmigalhar, destruir, esmagar é o que a traição faz ao amor e à paixão
3 aprender que percepcionar, decidir, racionalizar, pode ser tão comum como qualquer outra coisa mais corriqueira
4 conseguir viver longe mas perto ao mesmo tempo
5 gastar finalmente sozinha a electricidade e o gaz
6 passar todo o tempo com os amigos e acabar derretidinha em mimos
7 ler, ouvir música e engolir três filmes enterrada no sofá
8 superar barreiras profissionais, sem ansiedades
9 lembrar-me e esquecer-me porque tudo tem o seu tempo e o seu lugar
10 sieze the day :-)

Tuesday, December 15, 2009

Vivo, diante das coisas em delírio,
À luz do sol, tão crua,
Como, aos ventos, a sombra histérica de um lírio
Projectada de encontro a uma parede nua.

Teixeira de Pascoaes

Monday, December 14, 2009

Ofereceram-me esta semana :) e acho que é uma prenda excelente para este Natal. Tem a validade de um ano e permite a compra de dois bilhetes pelo preço de um, em vários eventos culturais, teatro, cinema, concertos e até exposições. Adorei!!

Friday, December 4, 2009

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.

(...)

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos
(...)

José Régio- Cântico negro

Wednesday, December 2, 2009

Friday, November 27, 2009


Sou... gavetas!! É giro ou não tem graça nenhuma, mas hoje apeteceu-me ser... gavetas! Sou um mundo recheado de gavetas, sou gavetas da cabeça aos pés! Têm todas o mesmo formato e são todas do mesmo tamanho, agora, quantas são?... não sei, não faço mesmo a minima ideia... são muitas, são imensas há um mundo de gavetas... sou um mundo de gavetas! Sou gavetas todas abertas sou gavetas todas fechadas, sou gavetas semi abertas ou sou gavetas semi fechadas, todas eu! E quero sê-las todas! E sou! Sou as minhas gavetas repletas de quase tudo ou nem por isso... também sou gavetas repletas de quase nada. Um mundo de gavetas... gavetas mil, cheias de sons, de luz, de cores e até de odores! Cheias de mim e de gente... de gentes... sou gavetas!! sou mesmo, mesmo gavetas!!
paula

Friday, November 20, 2009

Friday, November 13, 2009


morrer de saudades daquela brisa, de como me toca a minha pele bronzeada e nem sequer está calor. primeiro sinto-a no rosto e gosto, depois abraça-me com a emoção do imprevisto, com os risos das palavras carregadinhos de tudo o que se queira imaginar...e aquela maresia que reconheço e esqueço... porque não a quero saber de cor, nem nunca mais a cheirar assim!
paula

Friday, October 30, 2009

E o fim-de-semana começa assim... deliciosamente...

Tuesday, October 27, 2009

I've made up my mind,

Don't need to think it over,

If i'm wrong i am right,

Don't need to look no further

Thursday, October 22, 2009

Sunday, October 18, 2009

Está excelente esta música :)

Thursday, October 15, 2009

Wednesday, October 14, 2009

"Exalto-me... esqueço"
...

Sunday, October 11, 2009

O que se faz por cá... Gosto!!
O novo disco de The Legendary Tigerman, alter ego de Paulo Furtado, estreou-se esta semana no terceiro lugar do top nacional de vendas. ...

Thursday, October 8, 2009

O que se faz por cá... Gosto!! Parabéns Johnwaynes :))

Monday, October 5, 2009

fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer? pergunto dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes: ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer: amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.
José Luís Peixoto

Tuesday, September 29, 2009

Impressionante como a vida é um verdadeiro jogo, onde catalisamos acontecimentos, contrariamos imprevistos, visionamos, realizamos, questionamos, percepcionamos, decidimos, ignoramos, perseguimos sorrisos, perseguimos calafrios… e usufruímos…
Impressionante, não??...

paula

Sunday, September 27, 2009

Ternura
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira, in
"Obra Poética"

Tuesday, September 22, 2009

Robin´s Nest- A leste de tudo... ou talvez não...
E quando tentamos pré-definir um protótipo de vida que desejamos??... E quando tentamos pré-definir um protótipo de felicidade que desejamos??... E quando o único exemplar existente dos dois é aquele protótipo que idealizamos??... UMA MERDA!!... Ou talvez não... depende da gestão das expectativas...

Sunday, August 23, 2009

Saudades...:)

Saturday, August 15, 2009

Apaixonei-me!! Não bebo café hà anos, mas não podia deixar de comprar uma Nespresso para a casa nova. Assim já ninguém tem de sair para cumprir o ritual no café da esquina e... parece que o café é mesmo delicioso... vai um cafézinho?? :))

Friday, August 14, 2009

Hoje a ver o Johnny Deep, só me faltaram mesmo as pipocas... mas quando as luzes se acenderam, tinha uma lágrima a denunciar o meu romantismo... Bye-bye, black bird :)

Sunday, August 9, 2009

Paz Raúl Solnado

Wednesday, August 5, 2009

Dizem os entendidos que o som mais doce que podemos ouvir é o do nosso próprio nome.
Vou dizer uma frase muito doce:
Estou de férias :))

Friday, July 31, 2009

Fantástico como o clima muda, como os ciclos da lua transformam as mares, como o amor ultrapassa barreiras, como a música nos provoca sensações, como um sorriso nos apaixona, como a inspiração brota, como a ignorância e a pobreza de espírito nos sufoca, como a beleza invisível é de cortar a respiração, como um poema nos amorna a alma, como o sexo pode ser extasiante, como é aliciante a descoberta… e como tudo isto nos faz querer mais…
paula

Thursday, July 30, 2009

Acho que vou pegar neles e vou fazer uns buraquinhos... ;))) mais alguém quer vir?!? :)))

Wednesday, July 29, 2009


Nothing is permanent in this wicked world - not even our troubles. (Charlie Chaplin)

Thursday, July 23, 2009

Monólogos da vagina
A não perder amanhã e antes que saia de cena. Esta peça, escrita por Eve Ensler baseia-se em entrevistas realizadas a mais de 200 mulheres. Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia juntam-se para falar das mestruações, das escapadelas, das infidelidades e afins...
De certeza que é para gostar!!

Sunday, July 19, 2009

Uhmmm... Uhmmm... Uhmmm...

Saturday, July 18, 2009

Muita praia, sol e ...
Viva La Vida!!

Thursday, July 16, 2009

Hoje apetecia-me ter acordado assim...exactamente aqui...entre estas duas vistas...

e depois andar a passear por aqui... assim...

e depois parar por aqui... exactamente assim...

e assim...


Tuesday, July 14, 2009

Sunday, July 12, 2009

ELOGIO AO AMOR
Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questãoprática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam"praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.O amor é uma coisa, a vida é outra.A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá paraperceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.


Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Saturday, July 11, 2009

There's gold in them hills
There's gold in them hills
So don't lose heart
Give the day a chance to start

Tuesday, July 7, 2009

Les Uns et les Autres- II

Na apresentação do cr9 ao clube, as fãns coitadinhas, ensandeceram e foi a histeria total... Apesar disso, parabéns Ronaldo!!

Esta história não tem moral...

Monday, July 6, 2009

Les Uns et les Autres- I

Diálogo corriqueiro e comum dos dias de hoje... um trecho de uma conversa percebida, do ser humano actual e moderno:

- Olá bom dia, tudo bem?
- Sim, tudo bem, tirando esta ligeira dor de cabeça que me assola desde que acordei... e contigo?
- Comigo está tudo óptimo, à excepção claro desta terrível insatisfação que me assola desde que não me lembro e que persiste em me acompanhar...

Esta história não tem moral...

Thursday, July 2, 2009

Monday, June 29, 2009

Quente, morno, frio...

É aquilo que acontece a muita gente. Não me refiro a perderem as chaves de casa, do carro ou mesmo os óculos de sol, isso só acontece aos mais distraídos mesmo...mas estava a pensar nos papeis e em quem tem difículdades de relacionamento com os mesmos... eu tenho! e tenho mesmo!... e estava a pensar no que acontece quando procuramos aquilo que não encontramos. É como não sabermos onde deixámos um papel importante, lembrarmo-nos bem do seu aspecto visual e até termos uma ideia de o ter guardado bem algures...tão bem que por mais voltas que demos ás coisas, não o conseguimos encontrar. E logo corremos a abrir gavetas e mais gavetas. Não digo que o vamos procurar debaixo da cama ou em cima do sofá, porque isso só acontece aos mais desarrumados, mas sim em cima de três ou quatro montes de papeis iguais ou parecidos, ou dentro das cinco gavetas da secretária. E o que acontece é que cada vez que se abre uma... até conseguimos ver o tal papel, mas na verdade ele não está lá... o nosso desejo de o encontrar é que é tão grande que nos parece que o estamos sempre a ver, a encontrar...


Isto faz-me lembrar também o que acontece àquelas pessoas que por razões várias, conhecidas ou não, deixam de saber exactamente onde estão. Também reconhecem a sua imagem, olham-se a si próprias mas deixaram de repente de saber quem são. É como se subitamente elas próprias não se conseguissem encontrar. E estão lá... estão em todo o lado, mas não sabem bem onde, e principalmente, deixaram de saber para onde vão a seguir... E começam, não a procurar-se fisicamente, porque isso só acontece aos mais vaidosos, mas sim a tentar procurar os seus dotes, sentimentos ou pensamentos e eles não estão lá... perderam-se algures, em lugar desconhecido e agora também não aparecem em lado nenhum... e sempre que essas pessoas se tentam reencontrar, sentem que aquilo que foram, viveram, sentiram ou desejaram é agora uma miragem distante que até parece que nunca lhes pertenceu. Mas pertenceu! E quando tentam procurar nas gavetas, não conseguem descobrir e quanto mais procuram, menos encontram. Estão perdidas ...e quanto mais pensam que se encontram menos se reconhecem e mais perdidamente encontradas ficam...

Felizmente... o tal papel também acaba sempre por aparecer onde e quando menos se espera. Enfim...


paula

Tuesday, June 16, 2009

Vou indelével...

Vou até onde o coração não alcança
onde só vejo, aprecio mas não sinto
onde ainda me surpreendo, mas não me dislumbro
onde me olham mas não me vêem
onde me reconhecem sem me conhecerem
onde me tocam e não me sentem
Vou até ao fim do mundo, numa morada que não habito.
paula

Tuesday, June 9, 2009

Estou de férias!! :)

Tuesday, June 2, 2009

Apetece-me...

às vezes apetece-me escrever como se de uma melodia se tratasse. e escrever sem medo e sem pudor. escrevinhar umas letrinhas pequenas e redondas, curvilíneas e escorregadias.
e apanhá-las no papel e encaixá-las de modo a completarem os sentidos de todos os sentimentos e de todas as emoções. e fazer com que transcrevam o brilho do mais embaciado, a gargalhada, o riso e o choro, o olhar perdido e também o outro, acabado de encontrar. e agrupá-las bem em montinhos de dois ou de três e depois sacudi-las, porque não gosto de diminutivos, nem de coisas pequeninas. e soprar-lhes ao ouvido como se fossem tão leves que se perdessem no ar...e depois andar a encontrá-las... ou como se fossem feitas de um qualquer papel transparente que só eu as consiga ler enquanto as vejo a cair de novo todas encaixadas umas nas outras... e deixá-las ser aquilo que mais querem ser... ou não as deixar serem nada... absolutamente nada! ficar assim a ouvi-las como se de uma melodia se tratasse...

paula

Wednesday, May 20, 2009

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."

Provérbio Chinês

Tuesday, May 12, 2009

Cheiro das emoções


Saudades do cheiro

do meu filho quando era um bebé
da casa da Avó Maria repleta de histórias da nossa família
do mercado da Figueira e da Emanha nos meses de Agosto, nas férias com os Avós
da casa de Coimbra, assim que entrava no hall
das bolachinhas de manteiga acabadas de fazer
do fairway molhadinho pela chuva acabada de cair

Saturday, May 9, 2009

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que ele não
te coubesse no dedo

(Jorge Sousa Braga)

Sunday, May 3, 2009

AR MAR AMAR

Hoje resolvi folhear um livro de Alberto Marques e roubar-lhe um poema que acho lindo.
Todos os dias sinto que a vida vale mesmo a pena e que a minha, está sem dúvida nenhuma cheia de Ar, Mar e Amar.

Constrói-se uma esplanada
sob os olhos, uma certa
palavra doce, ávida de nada
dizer. E logo dela brota a
mais desmesurada ânsia, o
horizonte à beira de perder
a fé e a rota. Sobre as pernas
se ergue o tronco disperso
como foz. Mal se nota o
finíssimo verso que degola
a voz. Corpo sem rosto ou
rosto sem vista, tanta a água
a que o rio se molda.
Não há nada, vaga alterosa,
que te resista.

Poema de Água VII- Alberto Marques