Hoje resolvi folhear um livro de Alberto Marques e roubar-lhe um poema que acho lindo.
Todos os dias sinto que a vida vale mesmo a pena e que a minha, está sem dúvida nenhuma cheia de Ar, Mar e Amar.
Constrói-se uma esplanada
sob os olhos, uma certa
palavra doce, ávida de nada
dizer. E logo dela brota a
mais desmesurada ânsia, o
horizonte à beira de perder
a fé e a rota. Sobre as pernas
se ergue o tronco disperso
como foz. Mal se nota o
finíssimo verso que degola
a voz. Corpo sem rosto ou
rosto sem vista, tanta a água
a que o rio se molda.
Não há nada, vaga alterosa,
que te resista.
Poema de Água VII- Alberto Marques
No comments:
Post a Comment