Sunday, April 26, 2009

Uma vez, enchi a minha mão de bruma

Uma vez, enchi a minha mão de bruma.
Quando a abri, a bruma era uma larva.
Voltei a fechar a mão, e então era um pássaro.
E fechei a abri novamente a mão,
e na sua palma encontrava-se um homem
de rosto triste, virado para o céu.
Mais uma vez fechei a mão,
e quando a abri já só havia bruma.
Mas escutei uma canção de uma doçura extrema.


Kahlil Gibran
Areia e Espuma

Monday, April 13, 2009

Tinha saudades de mim...

Wednesday, April 8, 2009

Um pequeno deslize na integridade, não é coisa que exista.

Tom Peters

Wednesday, April 1, 2009

Verdade, mentira, Certeza, Incerteza


Verdade, mentira, certeza, incerteza...

Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.

Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.

Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?

O cego pára na estrada,

Desliguei as mãos de cima do joelho Verdade mentira, certeza, incerteza são as mesmas?

Qualquer cousa mudou numa parte da realidade — os meus joelhos

e as minhas mãos.

Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?

O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos. Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.

Ser real é isto.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa