
Um domingo de Agosto em Outubro…
Hoje acordei assim… disposta a aproveitar aquele que seria certamente um dos últimos dias de sol e calor que todos dizem estar “fora de época”, mas que ainda não quero ver acabar.
Não me apetece sair do verão, entrar no outono, frio, desconfortável, chuvoso com dias pequenos e noites intermináveis…
Por isso, hoje, acordei assim – tranquila, com vontade de viver o resto da vida num tempo assim, andar ao sol, ver flores, relva, gente a passear, crianças a correr, felizes e tranquilas, como eu…
Lisboa é isso mesmo ao domingo – Belém, o rio, os Jerónimos, as tendas de antiguidades no jardim da praça do império, tudo me fez perceber que valeu a pena acordar para um dia assim.
“Aproveita o teu dia”, pensei ao acordar – carpe diem… aproveita o teu dia e todos os outros dias da tua vida… dizem que só temos uma, ainda não sei – às vezes penso que as experiências e as emoções que já vivi cabiam numas quantas vidas, são demais para uma só. Às vezes penso que já morri e nasci muitas vezes, tantas quantas me lembro, e sempre achando que a vida já é tão pouca… a velocidade a que andamos, sabe-se lá para quê, a pressa que temos em tudo ter e tudo poder, distrai-nos do essencial. É isso, momentos ao sol, apreciar uma flor, ouvir quem nos chama e precisa de nós, quem sabe, ouvir-nos a nós próprios…
O tempo passa rápido, impiedoso, sem respeitar a nossa vontade, quando damos conta já acabou o dia, a semana, o mês… a vida é feita de desencontros, de sonhos desfeitos, de projectos adiados. É raro podermos parar o tempo e apreciar o que nos rodeia, os sons, os cheiros, os sabores – por isso hoje, ao acordar, prometi a mim mesma que ia aproveitar o dia, o sol, o calor reconfortante da tarde, o cheiro do rio, o sabor do café e do pastel de cerveja, os risos soltos que ouvi enquanto apreciava as antiguidades que estavam expostas nas tendas. E cumpri a promessa por completo – por sorte, tudo aconteceu como eu pensei, tudo estava lá…
E pronto, agora já estou de novo no final de um dia mas no princípio de uma nova semana que (prometo!) vou aproveitar completamente. Aproveita o teu dia, a tua semana, a tua vida.
Não sei mesmo se temos uma só ou várias – só sei que quero que seja tranquila, harmoniosa, cheia de paz. Só assim penso que vale a pena, só assim sei viver… e apesar de querer ficar eternamente em Agosto, apesar de querer trocar as voltas ao calendário e passar ao lado do Outono, sei que aprenderei a gostar de novos sabores, cheiros e temperaturas, quando chegarem até mim.
A vida é feita de desencontros, de sonhos desfeitos, de projectos adiados? Nem sempre… desde que haja harmonia suficiente dentro de cada um de nós para podermos juntar todos os pedacinhos dos sonhos que ficaram fragmentados e transformá-los num sonho maior que nos faça acordar assim, numa manhã de domingo ou de um outro dia qualquer, com a convicção de querer aproveitar a vida por inteiro – porque ela é só uma mesmo – pelo menos de cada vez!!!
Hoje acordei assim… disposta a aproveitar aquele que seria certamente um dos últimos dias de sol e calor que todos dizem estar “fora de época”, mas que ainda não quero ver acabar.
Não me apetece sair do verão, entrar no outono, frio, desconfortável, chuvoso com dias pequenos e noites intermináveis…
Por isso, hoje, acordei assim – tranquila, com vontade de viver o resto da vida num tempo assim, andar ao sol, ver flores, relva, gente a passear, crianças a correr, felizes e tranquilas, como eu…
Lisboa é isso mesmo ao domingo – Belém, o rio, os Jerónimos, as tendas de antiguidades no jardim da praça do império, tudo me fez perceber que valeu a pena acordar para um dia assim.
“Aproveita o teu dia”, pensei ao acordar – carpe diem… aproveita o teu dia e todos os outros dias da tua vida… dizem que só temos uma, ainda não sei – às vezes penso que as experiências e as emoções que já vivi cabiam numas quantas vidas, são demais para uma só. Às vezes penso que já morri e nasci muitas vezes, tantas quantas me lembro, e sempre achando que a vida já é tão pouca… a velocidade a que andamos, sabe-se lá para quê, a pressa que temos em tudo ter e tudo poder, distrai-nos do essencial. É isso, momentos ao sol, apreciar uma flor, ouvir quem nos chama e precisa de nós, quem sabe, ouvir-nos a nós próprios…
O tempo passa rápido, impiedoso, sem respeitar a nossa vontade, quando damos conta já acabou o dia, a semana, o mês… a vida é feita de desencontros, de sonhos desfeitos, de projectos adiados. É raro podermos parar o tempo e apreciar o que nos rodeia, os sons, os cheiros, os sabores – por isso hoje, ao acordar, prometi a mim mesma que ia aproveitar o dia, o sol, o calor reconfortante da tarde, o cheiro do rio, o sabor do café e do pastel de cerveja, os risos soltos que ouvi enquanto apreciava as antiguidades que estavam expostas nas tendas. E cumpri a promessa por completo – por sorte, tudo aconteceu como eu pensei, tudo estava lá…
E pronto, agora já estou de novo no final de um dia mas no princípio de uma nova semana que (prometo!) vou aproveitar completamente. Aproveita o teu dia, a tua semana, a tua vida.
Não sei mesmo se temos uma só ou várias – só sei que quero que seja tranquila, harmoniosa, cheia de paz. Só assim penso que vale a pena, só assim sei viver… e apesar de querer ficar eternamente em Agosto, apesar de querer trocar as voltas ao calendário e passar ao lado do Outono, sei que aprenderei a gostar de novos sabores, cheiros e temperaturas, quando chegarem até mim.
A vida é feita de desencontros, de sonhos desfeitos, de projectos adiados? Nem sempre… desde que haja harmonia suficiente dentro de cada um de nós para podermos juntar todos os pedacinhos dos sonhos que ficaram fragmentados e transformá-los num sonho maior que nos faça acordar assim, numa manhã de domingo ou de um outro dia qualquer, com a convicção de querer aproveitar a vida por inteiro – porque ela é só uma mesmo – pelo menos de cada vez!!!
mgm
3 comments:
Quando me voltares a mandar um texto assim, que só pode vir embelezar e enriquecer o meu blogue, não me voltes a perguntar- nem a brincar!- por favor, se terá "nibel". A naõ ser que queiras concorrer com um Álvaro de Campos... Porque, se isto não tem nível? digam-me por favor o que tem, porque cada vez que eu olho à volta, acaba por ser sempre cá dentro que encontro...
Adorei o texto, tb não fosse ele sobre Lisboa. Manda aí os textos que quiseres...depois do Natal apresento-te a conta:)))... lol
Ou será que ainda vou ser eu a pagar???
Eu até partilhava desta filosofia, mas amanhã, quando o despertador tocar às 06:37, as minhas primeiras palavras não são publicáveis...
Pois rafeiro perfumado...também eu...mas a autora do post é uma madrugadora nata. Que fazer?...
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