
Quero mil e uma coisas ao mesmo tempo... e que o tempo se funda num Universo de sentidos... e que os sentidos se movam e me apertem num enternecedor abraço infinito...
Tuesday, September 25, 2007

Tuesday, September 18, 2007
zapping mental...

Monday, September 17, 2007
Apetece-me ficar no Verão...
(...) Um dia baço mas não frio...
Um dia como
Se não tivesse paciência para ser dia,
E só num assomo,
Num ímpeto vazio
De dever, mas com ironia,
Se desse luz a um dia enfim
Igual a mim,
Ou então
Ao meu coração,
Um coração vazio,
Não de emoção
Mas de buscar, enfim -
Um coração baço mas não frio.
(...)
Fernando Pessoa
Hoje, quando acordei, senti o tempo... mesmo sem ter de abrir a janela do quarto.
O Verão ainda não acabou, mas eu senti que hoje, o sol estaria tímido ou mesmo envergonhado, o céu estaria acinzentado e adivinhei no rosto das pessoas, um semblante bem mais carregado...
Este ano, não me vai apetecer reparar no amarelar das folhas, nem ouvir o assobiar do vento, nem sentir a chuva miudínha...
Apetece-me ficar no Verão... e aviso já... antes que seja tarde!...
paula
Wednesday, September 5, 2007
BACK TO WORK!!!

A semana passada por esta hora, estava eu a espreguiçar-me muito lentamente na cama, a escolher o biquini para esse dia e a pensar se iria directamente para a praia ou se esticaria primeiro o corpinho na piscina...o meu estado de espírito estava fantástico, tinham decorrido quatro semanas de férias e ainda me faltavam cinco dias para as esgotar. Mas isso não me preocupava nada...estava nas minhas sete quintas!!!
Gostava de saber quem é que inventou o trabalho!?...
Eu gosto de trabalhar, gosto principalmente do meu trabalho, tanto na sua vertente técnica, como relacional, mas...por amor de Deus...não me apetecia nada voltar, pelo menos agora, que estava tão embrenhada num "dolce far niente" total.
Todos os anos sinto qualquer coisa como isto. Sinto aquela difículdade em retomar os horários, as responsabilidades e as rotinas. Detesto rotinas!...acho-as monótonas e limitam-me a criatividade...Acho que acontece isto com todos, embora talvez isso importe mais a uns do que a outros, é claro.
Hoje de manhã tive de ir ao meu escritório e depois de passar pelo "detector de bronzes" e depois de ter ficado muito mal qualificada (não me importo nada, também detesto gente artificialmente castanha...) revi os meus queridos colegas e matei saudades!
Saudades príncipalmente da última vez que estivemos todos juntos, numa reunião que antecedia as tão famigeradas férias e em que ninguém conseguia disfarçar a enorme excitação.
Agora a realidade é outra...Planos de acção, coberturas, reunião de preparação disto, daquilo e de nada, reuniões de formação,formação disto, daquilo e de nada...Grunf...e isto é para fazer até final de que ano??? Por amor de Deus... é que não me apetece mesmo nada!
E então comecei a pensar o que aconteceria se por um acaso, deixassemos de ter de trabalhar. Não me refiro a todas as pessoas, mas pelo menos todas aquelas que padecem como eu, desta dificuldade de adaptação ao novo ano de trabalho.
Cheguei a uma brilhante conclusão. Aumentariamos assim a taxa de emprego em Portugal! Passaríamos a "activos indisponíveis" termo que não conheço, mas que é pelo menos o oposto do termo oficial "inactivos disponíveis"e que não é, nem mais nem menos,do que a designação para todos os individuos que estando desempregados e desejando trabalhar, também se encontram disponíveis para tal.
Senti vergonha...e apesar de já não ter 18 anos e de não me passar pela cabeça tentar mudar o mundo, ou mesmo de vir a ter qualquer tipo de influência neste país terceiro mundista, senti que não é justo que depois de quatro semanas e meia de férias e depois de voltar ao meu emprego por conta de outrem, mas com um vínculo "mais ou menos" permanente me sinta sem ânimo e com preguiça de trabalhar! E que muito menos é justo que depois de gozadas mais ou menos mordomias durante as férias, não me recorde agora de todos aqueles individuos que veem no seu dia a dia as suas vidas e familias ameaçadas na sua própria sobrevivência!
E aquela ociosidade de início de dia de repente desapareceu...
Quero trabalhar e quero MUITO!!!
paula
Saturday, September 1, 2007
this happy crazy life
Eu acho que a Felicidade, depende de quatro requisitos minímos!
Começo pela saúde física, nunca conheci nenhuma pessoa doente, que fosse Feliz. A saúde é sem dúvida o requisito mais influenciador da Felicidade. Mas...será que um doente terminal, ao ver ser-lhe alterado o seu prognóstico clínico e tendo com isso recuperado três ou quatro anos de vida (neste país tudo é possível) não se sentirá a pessoa mais Feliz?? Poderei então concluir que a Felicidade também se gere por um grau de intensidade... mas esta ideia, apesar de real, não me agrada! ou se é, ou não se é Feliz!
Outro requisito que é extremamente importante, é o da estabilidade emocional. Mas...para termos esta estabilidade temos mesmo de depender de alguém? Temos mesmo de estar ligados a alguém e essa pessoa tem de nos corresponder? Ora, hoje em dia, cada vez as relações são mais curtas, desprovidas de sentimentos profundos e muito menos estáveis...Será que então, até aqui, a Felicidade fica ameaçada?
O terceiro requisito, são as relações sociais. Estas dependem directamente das nossas capacidades de interagir e são bem mais fáceis de gerir. Criar amigos e mantê-los parece-me tarefa mais fácil que manter um casamento ou um namoro a médio ou longo prazo. Os amigos criam-nos uma Felicidade mais fácil, porque nada nos obriga a sermos amigos deles.
Por último, mas não menos importante vem a estabilidade miníma financeira. Mas...afinal o dinheiro, traz ou não traz a Felicidade??Será que esta frase tão conhecida e ao mesmo tempo tão ironizada pela sociedade tem afinal fundamento? Claro que sim! O dinheiro pode ser sem dúvida um excelente instrumento para criar a Felicidade. Mas... e o resto? Tudo aquilo de que falei? Claro que não!
A Felicidade é antes de mais, um estado de espírito... se se tiver estes quatro requisitos é bem possível que se consiga atingir um ponto de equilibrio. Não há magia que nos traga a Felicidade, mas...será que os nossos valores não são importantes também? Será que a Felicidade não é uma coisa que acontece sem querer quando fazemos ou atingimos as coisas que realmente valorizamos? E se começarmos a prestar mais atenção às coisas posítivas?
Não há formula magica! A Felicidade pode ser sim mensurável, como eu não gosto!...O doente que vê o seu prazo de vida dilatado, pode ser extremamente Feliz! Qualquer pessoa pode estar sozinha, mas Feliz, sem se ver obrigada a amar terceiros! As amizades são aquilo que fazemos com elas e quando são saudáveis, são naturalmente felizes! O dinheiro, não é tudo, mas traz muita Felicidade! Enfim...
Esta é actualmente a minha possível versão de Felicidade.
E afinal... quem é que não quer ser Feliz?...
paula

A primeira tem a ver com o meu estado de espírito, por isso pouco vou divagar sobre ela. Está directamente relacionada com a solidão. Mas que solidão?...A minha? A nossa? Aquela que nos custa mais? E SIM! Tenho a certeza que esta é a razão primordial de quem escreve nos dias de hoje. A solidão dos acompanhados... Aquela que mais magoa, aquela que reflecte bem aquilo que temos dificuldade em aceitar, em compreender. Porque nos sentimos nós sós quando estamos em contacto com as outras pessoas?... Porque não conseguimos comunicar com elas? Será culpa nossa, uma vez que todos se parecem dar tão bem uns com os outros?
A segunda razão, tem a ver com um amigo meu que tem um blog onde escreve deliciosamente. Ao lê-lo (li-o de rajada em três horas) senti uma inveja terrível (sentimento mais feio...) e confesso que fiquei tentada...muito tentada mesmo, a tornar-me assim como ele, uma pessoa mais complecta, mais viva.
A terceira, meu Deus... a terceira razão mexe demais comigo, com todo o meu corpo e poe-me a minha sensibilidade "à flor da pele": GOSTAR! Gostar de escrever!
Esta vai ser a partir de agora a minha razão princípal, a minha alternativa e fuga`a minha solidão tão acompanhada. Vou escrever por gosto! E decidi que vou falar de tudo, tudo mesmo! Mesmo sobre tudo aquilo que já foi escrito por todos... vou escrever melhor e pior que eles, com maior ou menor profundidade, mas vou FAZÊ-LO.
As outras razões são de ordem curriqueira e como tal, não lhes vou dar destaque.
Hoje, dia 1 de Setembro, tomei esta grande decisão! Deixar de divagar mentalmente sobre as coisas. Passar a registar!
E...estou a sorrir!...
Adoro quando isto me acontece...Como é possível que uma decisão tão "barata" possa ter tal influência em nós?!... como é que é possível que uma decisão tão simples, possa ser ao mesmo tempo tão gratificante?...
Continuo a sorrir...Já não me sinto tão solitária. E... onde estão os meus acompanhantes?... Acho que estão aqui...solitários como eu, ou talvez não...mas espero que neste momento também estejam a SORRIR!...
paula